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GERVANE DE PAULA (1961) nasceu em Cuiabá, capital do Estado de Mato Grosso, localizado na região centro-oeste do país, onde reside e trabalha. Integrou o movimento artístico brasileiro surgido a partir da exposição "Como Vai Você, Geração 80?", realizada em 1984 no Parque Lage, Rio de Janeiro. Foi o único artista negro exposto.Sua obra apropria-se de referências da cultura de massa, popular e religiosa, de tom habitualmente sarcástico e irônico. Aborda várias formas de violência urbana, partindo do cenário local para retratar o mundo em que vive: agressões ao meio ambiente, preconceito racial, desigualdades sociais, brutalidade policial, corrupção política, precariedade dos serviços públicos, inconformismo dos poderosos com o papel crítico da arte e com a liberdade de expressão, etc. Seu trabalho também problematiza a condição do artista e o contexto social, geográfico e econômico onde ela é produzida, no Mato Grosso, território onde coexistem (e conflitam) três biomas naturais (Cerrado, Amazônia e Pantanal), o maior Parque Indígena do planeta (Xingu), práticas ambientais predatórias, rotas do tráfico de drogas e o coração da indústria do agronegócio, responsável pela maior parte das exportações brasileiras.Sua produção encontra-se situada entre a pintura, desenho, performance, videoarte, objeto e instalação, utilizando diversos suportes e materiais. Artista em foco na 36ª Bienal de São Paulo, com 56 obras no Pavilhão, onde também fez a performance "Seja Artista, Seja Animal”. Sua seção acompanha quase integralmente a itinerância internacional da edição.







