

9 artistas prontos para fazer sucesso na próxima Bienal de São Paulo
Os curadores da Bienal destacam vozes de destaque do Brasil e de outros lugares
Gervane de Paula
Por um bom tempo, a obra de Gervane de Paula foi desconsiderada por ser arte popular. Suas pinturas de seu bairro em Cuiabá e suas esculturas de animais, feitas com madeira de fontes descartadas na região, foram interpretadas erroneamente como ingênuas, ignorando-se a aguda crítica política e satírica que possuíam (bem como o que Souza chama de "um senso de humor peculiar"). Uma retrospectiva recente na Pinacoteca de São Paulo revelou como de Paula satiriza a ideia bucólica do Pantanal, subvertendo os clichês rurais que cercam o interior do Brasil com um senso de violência.

Gervane de Paula, Pantanal, 1994. Foto por Jaime Acioli.

Gervane de Paula, Bom dia Sereia, 2021. Foto por Marcus Mesquita.
Heitor dos Prazeres
Este é o retorno do pintor e astro do samba à Bienal, apesar de um muito aguardado: Heitor dos Prazeres participou da primeira e da segunda edições, em 1951 e 1953. Os curadores mergulharam nos arquivos dele e da Bienal para descobrir um artista muito mais multifacetado do que apenas posteriormente viria a ser reconhecido. Enquanto dos Prazeres foi cofundador de uma das escolas de samba mais antigas e bem-sucedidas do Rio e é amado por clássicos como “Vai Saudade”, Alya Sebti afirma que “havia uma liberdade total em sua abordagem artística, que queríamos trazer para o nosso trabalho curatorial”. Em suas pinturas a óleo, essa sensação de liberdade também se evidencia nos temas, com suas telas invariavelmente retratando festas, Carnaval ou a vida nos bairros – a vida afro-brasileira retratada com vivacidade e energia.

Heitor dos Prazeres, Sem título, 1959. Coleção privada. Cortesia de MT Projetos de Arte. Foto por Fábio Souza.

Heitor dos Prazeres, Sem título, 1958. Coleção Lêo Pedrosa. Cortesia de MT Projetos de Arte. Foto por Jaime Acioli.

Heitor dos Prazeres, Sem título, 1959. Coleção privada. Cortesia de MT Projetos de Arte. Foto por Fábio Souza.
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