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SP -Arte Rotas 2025

HUMBERTO ESPÍNDOLA E GERVANE DE PAULA: DUAS BIENAIS, DOIS TEMPOS.

27 a 31 de agosto

Um recorte de dois artistas do Mato Grosso: Humberto Espíndola e Gervane de Paula. Há convergências, aproximações e interseções entre suas obras. Cinquenta anos separam suas participações nas Bienais de São Paulo de 1971 e 2025. Em ambos, o território e as profundas transformações econômicas e sociais da Região constituem a matéria prima e o impulso para a criação artística. Arte contemporânea sem renunciar aos suportes primordiais, à vocação mística e selvagem daquelas terras, à relação incontornável do homem com a floresta, os animais e com os primeiros habitantes. Contrastes, embates e cosmogonia em conflito desde os primeiros contatos dos colonizadores e missionários europeus com a floresta virgem, fechada, intransponível que batizou a Província e o Estado: Mato Grosso. Essa dinâmica de conflitos e inquietações se intensificou com o contínuo avanço sobre a floresta Amazônica, às terras indígenas, ao Cerrado e o Pantanal para o cultivo de mais grãos e para a pecuária de corte. Também para a mineração e a indústria madeireira, frequentemente à margem da lei.

Em Espíndola, os arames farpados, as marcas das famílias proprietárias de gado e do solo, incrustadas à fogo nas peles arrancadas dos animais, os chifres em altares, são elementos que integram os objetos e instalações de sua série “Bovinocultura”, surgida em 1967. A série prenunciava a concentração privada das terras virgens pelos grandes latifúndios que transformaram o Estado em base e sede de poderosas empresas transnacionais do agronegócio. Mas também denunciam a cobiça e a evasão dos humanos dos campos para o confinamento em escritórios e apartamentos das grandes e super populosas cidades, rompendo a convivência com a deslumbrante floresta, o pantanal e o Cerrado, e abandonados pela diversidade biológica e pelo ecossistema que, com saberes ancestrais, nutre e cura.As esculturas híbridas de Gervane, mesclando o humano e o bicho, testemunham o tempo presente, o avanço sobre o Pantanal, o Cerrado e a Amazônia e a perda das culturas e dos saberes tradicionais da Região com a chegada de novas tecnologias, que buscam a produção automatizada, o máximo do lucro e uso solo e quase nenhuma mão de obra humana. Humberto e Gervane decidiram permanecer no coração do Brasil: o Centro-Oeste brasileiro. De lá, produzem arte contemporânea, desafiando os fundamentos de uma sociedade arcaica, desigual e predatória e propõem alianças com o equilíbrio ancestral, primordial. Evocam uma terra de mistérios ainda por desvendar, apesar dos satélites, drones e robôs. Por isso, intrigam e desnorteiam, mas também indicam alternativas para um momento decisivo, do País, da arte e da história.

SP Arte 2024

O MT Projetos participa da 20a. edição da SP-Arte expondo obras de Gervane de Paula. É uma bela oportunidade de apresentar a produção recente do Gervane para o público de São Paulo, e reencontrarmos curadores, colecionadores e artistas. Também foi lançado o livro “Antologia crítica”, após fala do artista, com Carolina Laureano, reunindo textos de Frederico Morais, Ferreira Gullar, Aline Figueiredo, Aracy Amaral e outros críticos sobre a obra e trajetória do artista matogrossense.

Primeira expografia de obras na SP Arte 2024.

Gervane de Paula (Mato Grosso, 1961) é o único artista negro a integrar a "Geração 80", movimento artístico brasileiro que surgiu a partir da exposição realizada em 1984, no Parque Lage, no Rio de Janeiro. Sua obra apropria-se de referências da cultura de massa, popular e religiosa. Após a conversa, o artista realiza o lançamento da publicação “Gervane de Paula, antologia crítica”, de Carolina Marcório e William Gama.

Segunda expografia de obras na SP Arte 2024.

SP Arte 2024

O MT Projetos de arte apresenta na 20a edição da SP Arte, o artista JOTA.

1. “Pobre é o Diabo, eu odeio ostentação”
2023




 

2. “Ato dos apóstolos 20:33, foi na raça”
2023

SP Arte 2022

06/04 - 10/04/2022
Curadoria: Felipe Molitor

Para a SP-ARTE 2022 o MT Projetos de Arte propõe o repensar de formas de existência. Rafael Matheus Moreira (1996) e Agrippina R. Manhattan (1997) são jovens, a primeira de Belém do Pará, e a segunda de São Gonçalo, da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. São mulheres trans que aprofundam e explicitam, na arte, os desafios, riscos e prazeres que suas vidas experimentam. Como travestis, sabem não se classificar pelos padrões heteronormativos. Driblam o gênero, erodindo as fronteiras do feminino-masculino, desafiando, pelo simples fato de existirem, convenções sociais, dispositivos jurídicos e credos religiosos. Vidas que arrastam liberdade e risco. Sonho e preconceito. Também descortinam utopias, projetos dissidentes, rebeldes, insubmissos.

 


Adir Sodré (1962 - 2020) é pioneiro na abordagem do gênero na arte brasileira. Integrante da Geração Oitenta, realizou retratos de Roberta Close, Divine e outras personalidades da cena LGBTQIA+. A tela “Tarsila in Pau Brasil”, de 1987, é dotada de notável atualidade. No ano em que se comemora o centenário da Semana de 22, impossível negar a existência de modernidades alternativas no Brasil, ou intencionais contra-modernidades, forjadas pelas margens, periferias e no interior do País. Que resistiram à erradicação e ao projeto de incorporação forçada pela matriz hegemônica branca, católica, européia e patriarcal. A obra do pintor mato-grossense ironiza ícones visuais do modernismo, em linha com a imprescindível ressignificação do legado dos povos originários e africanos para a formação da cultura brasileira.
 

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