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HEITOR DOS PRAZERES (Rio de Janeiro, 1889- Rio de Janeiro,1966) é um artista de extraordinária importância para a cultura brasileira. Hoje seria compreendido como artista multimídia, tamanha a diversidade de sua intervenção no campo das artes. Mas seu legado é bem mais amplo. Foi um dos pioneiros da música popular brasileira, tendo composto mais de 300 músicas, alguns em parceria com Noel Rosa ("Pierrot Apaixonado", 1936) e Herivelto Martins ( "Lá em Mangueira”, 1943). Também criou e organizou blocos e ranchos carnavalescos, atém de participar da fundação das primeiras escolas de samba cariocas: Mangueira, Portela e a atual Estácio de Sá. Fora um dos criadores dessa superprodução anual que hoje encanta e arrebata plateias de todo o mundo: o Carnaval brasileiro. 

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Ao longo dos anos 30 e 60 do século passado, Heitor realizou shows, com seu conjunto musical, Heitor dos Prazeres e sua gente, em auditórios de rádios, teatros e em Cassinos do Brasil e exterior, difundindo um novo e arrebatador ritmo: o samba. Sua execução musical, de feitio sincopado, influenciou gerações de músicos brasileiros, incluindo Jonny Alf e João Gilberto. Também fora um defensor e ativista pelo reconhecimento e valorização das manifestações culturais de origem africana, no campo da religião, musica, gastronomia e costumes, contribuindo decisivamente para a inclusão do negro na sociedade brasileira. A atuação cultural de Heitor coincide com um período histórico marcante, imediatamente após a abolição da escravidão no Brasil, de inúmeros desafios e carência para os recém libertos. Mas que também conhecerá grandes talentos afro-brasileiros nas artes, literatura, música e futebol. Em um ciclo histórico que terá como um importante marco a Lei 1390/1951, que proibirá a discriminação racial no Brasil, penalizando sua pratica. As pinturas e composição musicais de Heitor revelaram e conferiram destaque aos subúrbios e periferias da Capital Federal nas primeiras décadas do século. Suas telas exibem, como figura central, e pela primeira vez na arte brasileira, o indivíduo negro em festejos, na prática religiosa, na rotina doméstica, em diversões e no trabalho, outorgando-lhe definitiva cidadania nas artes, tarefa que somente um pintor e compositor negro poderia realizar.

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